Hoje é um dia muito especial por aqui.
Carol Tostes acaba de lançar “Felicidades”, sua nova música autoral, e eu tive a alegria de participar dessa gravação com ukuleles, ubass, riffs, solos e parte dos arranjos.

Mas, antes de falar da música que chegou hoje às plataformas, preciso contar um pouco da aventura que aconteceu antes dela existir do jeito que vocês vão ouvir agora.
Um dia, a Carol me chamou para gravar uma versão da música para participar de um concurso. Até aí, tudo bem. O detalhe é que nós tínhamos algo em torno de 1 hora e 10 minutos para fazer tudo: pensar no arranjo, criar as ideias instrumentais, gravar, editar e enviar. Era uma tarefa daquelas bem desafiadores, que parece que tem tudo pra dar errado rsrs.
Claro, a proposta naquele momento era fazer um vídeo simples. Mas mesmo um vídeo simples precisa ter coerência, intenção, forma, começo, meio e fim. Não dava para apenas apertar o REC e torcer para dar certo. A música precisava respirar. Precisava carregar a delicadeza da letra, a leveza da Carol e, ao mesmo tempo, ter uma construção musical que fizesse sentido. E deu super certo.
A gravação daquele dia, feita quase no susto, acabou revelando uma direção muito bonita para a música. Hoje, ouvindo a versão oficial de “Felicidades”, sinto que ela preserva muito daquele primeiro impulso. A versão lançada agora está mais madura, mais completa, mais bem acabada, naturalmente, mas ela continua muito próxima da essência que nasceu naquele momento de pouco mais de uma hora.
E isso é bonito demais. Nem sempre a gente tá preparado pra se debruçar por dias, semanas, meses, pra fazer alguma obra. Muitas vezes tem que ser assim, no susto, e deixa ver o que vai rolar.
“Felicidades” é uma canção sobre aquilo que parece simples, mas que talvez seja o mais difícil de perceber: os pequenos instantes que dão sentido à vida. A felicidade no café da manhã, no caminho de volta, num abraço apertado, no ato de ensinar e aprender, em cantar, compartilhar, celebrar.
A Carol conseguiu transformar essa pergunta, “o que é felicidade?”, numa canção leve, sincera e muito visual. A música tem uma atmosfera acústica, orgânica, com ukuleles, ubass, bateria e uma interpretação muito verdadeira.
No arranjo, procurei contribuir sem pesar a mão. É uma música ukulelística, tem ukulele fazendo a harmonia, fazendo intro, solo, outro, riffs e tudo mais. É só ukulele. A ideia nunca foi colocar o instrumento acima da canção, mas fazer os ukuleles e o ubass conversarem com a voz, com a letra e com o espírito da música. Os riffs e solos aparecem como comentários afetivos, quase como pequenas respostas instrumentais para aquilo que a Carol canta.
A gravação também contou com Gabriel Cobuci na bateria, Fred Tafuri na edição e mixagem, Virgínia Reis na preparação e direção vocal, além da produção executiva de Carol Tostes e Luana Mascari. A fotografia é de Letícia Piccinin, da Piccinin Fotos.
A produção do single “Felicidades” foi apoiada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio da SECULT MG.
Pra mim, participar dessa música tem um valor muito grande. Primeiro, por ser uma composição da Carol. Segundo, porque ela carrega uma mensagem necessária. Terceiro, porque ela mostra algo em que eu acredito profundamente: música boa não nasce apenas de grandes estruturas, mas também nasce de verdade, escuta, entrega, talento e presença. E quarto, porque é totalmente ukulelística. Pra ser um pouco mais direto e profundo, às vezes, música boa nasce também de uma corrida contra o tempo, com pouco mais de uma hora para resolver o impossível.
E hoje, ainda bem, o impossível virou música.
Ouça “Felicidades” em todas as plataformas:









