Ukulele

Dicas Essenciais para Comprar o Seu Primeiro Ukulele (e não jogar dinheiro fora)

Se você está querendo escolher o seu primeiro ukulele, ou quem sabe o segundo, terceiro e ir fundo nesse universo, você chegou ao lugar certo. Já que você quer comprar um ukulele, é porque você gosta desse instrumento mágico, e não tem lugar melhor para você ficar do que aqui com a gente no Toca Ukulele.

A escolha do ukulele é o primeiro grande desafio do ukulelista. O mercado está lotado de opções e, muitas vezes, são ukuleles precários que vão levar seu dinheiro e não vão te dar resultado algum. Senta, relaxa e se concentra nessas dicas valiosíssimas.

O que vou compartilhar aqui é fruto de muita vivência. Já passou da minha primeira década respirando ukulele, rodei o mundo, toquei no instrumento de muita gente e hoje tenho mais de 50 ukuleles lá em casa. Então, fique atento a essas informações relevantes para não errar na sua escolha.

O Maior Erro: Começar com um Instrumento Ruim

Vou ser muito direto com você: não aceite instrumento ruim! Um ukulele de má qualidade é tudo que você precisa para desanimar, achar que não tem talento e parar de tocar.

Instrumentos mal construídos têm a afinação prejudicada, não dão entonação correta nas casas mais agudas e não entregam um som bonito. É muito melhor você investir em um instrumento decente, que vai ser seu parceiro de verdade, do que ter uma porcaria encostada num canto. Lembre-se: se você comprar e vier com defeito, exerça o seu direito de consumidor e troque. Não fique com a frustração para você.

Sobre os tamanhos: Soprano, Concert, Tenor e Barítono

Em primeiro lugar, é importante saber que não existe apenas um modelo de ukulele. Os mais vendidos e mais comuns no dia a dia são: soprano, concert e tenor. A afinação dos 3 é igual, e eles possuem tamanhos diferentes. Existe ainda um outro tamanho maior e com som diferente, chamado barítono, que é maior mas tem afinação diferente dos demais.

Resumidamente, a diferença entre eles está no tamanho físico, no timbre e no sustain. Vale lembrar que o timbre também é uma característica muito importante para ser levada em conta, porque você precisa gostar do som que ouve ao tocar.

Tamanhos e tipos de ukuleleFotos reais de ukuleles de João Tostes

O ukulele soprano mede, em média, 21 polegadas (aproximadamente 53 centímetros), sendo o menor e mais agudo dos três. Querendo ou não, é o mais conhecido pelo senso comum. Por ter o braço menor e as casas mais estreitas, o soprano costuma ser recomendado para a maioria das crianças até 12 anos, ou para pessoas que têm os dedos mais finos. Há exceções, mas diante da chuva de possibilidades, isso é o que vai funcionar para a maioria. O importante é que o tamanho se adeque ao seu corpo.

Já o ukulele concert, com 23 polegadas (aproximadamente 58 centímetros), é ligeiramente maior e mais grave que o soprano. Pelo fato de estar entre o soprano e o tenor, este modelo pode ser visto como o meio-termo perfeito. Pesquisas feitas pelo Toca Ukulele durante os anos de 2016 a 2026 mostram que o tamanho mais utilizado no Brasil é o concert, que também é comercializado por algumas marcas com o nome de “concerto”.

O ukulele tenor tem 26 polegadas (aproximadamente 66 centímetros), sendo o maior dos três principais. Devido ao seu tamanho maior, o tenor beneficia o ukulelista com a maior quantidade de casas disponíveis. Dessa forma, as casas mais agudas podem ser executadas com mais clareza, uma vez que não são tão estreitas. Isso permite um maior alcance de notas musicais, pontos muito positivos para o fingerstyle. O tenor é o tamanho de ukulele utilizado por João Tostes.

O modelo tenor também é a salvação para quem precisa de um pouco mais de espaço, seja por ter dedos mais largos ou alguma questão relacionada à articulação.

Por fim, vem o ukulele barítono, que é o gigante da família tradicional, medindo cerca de 30 polegadas (aproximadamente 76 centímetros).

A grande diferença do barítono para os outros três (soprano, concert e tenor) não é apenas o seu tamanho físico, mas principalmente a sua afinação. Enquanto os modelos menores usam a tradicional afinação gCEA (Sol, Dó, Mi, Lá – lembrando que a 4ª corda, Sol, é mais aguda que as seguintes, que são Dó e Mi), o barítono é afinado em DGBE (Ré, Sol, Si, Mi). Se você já toca violão, vai notar na hora que essas são exatamente as quatro cordas mais agudas (as de baixo) do violão.

Por ter uma caixa de ressonância maior, ele entrega um som mais grave, encorpado e com um sustain mais longo. A sonoridade dele já começa a puxar para a sonoridade de um violão, e mantém um pouco da identidade e a tocabilidade do ukulele. Ele é uma escolha fantástica para quem já toca violão e quer migrar para o ukulele com facilidade, ou para quem busca uma sonoridade profunda para enriquecer arranjos e fazer bases mais cheias (especialmente tocando em grupo). Além disso, como o braço é mais longo e as casas são mais largas; quem tem mãos muito grandes se sente mais confortável tocando um barítono.

Outros tamanhos e modelos: A família vai muito além do básico

Se você acha que o universo do ukulele se resume ao soprano, concert, tenor e barítono, prepare-se para uma surpresa. Quando o bichinho do ukulele morde a gente, é normal querer explorar novas sonoridades e formatos. E a família é bem grande!

Para quem gosta de instrumentos minúsculos, nós temos o sopranino e o sopranissimo. Eles são ainda menores que o soprano clássico e são instrumentos perfeitos para levar em viagens, pois cabem em qualquer cantinho da mochila. Um destaque absoluto nessa categoria é o modelo O’nino da Ohana (um sopranissimo fantástico). Apesar do tamanho minúsculo, parecendo até um instrumento de brinquedo, ele é um instrumento musical seríssimo, com uma afinação impressionante e um volume que chega a assustar.

Se você busca mais projeção acústica e um som bem estalado, precisa conhecer o banjolele. Ele é, basicamente, o braço de um ukulele acoplado ao corpo de um banjo (com aquela pele esticada na caixa de ressonância). Ele tem muito ataque e é super alto, mas o som acaba rápido, tendo pouco sustain. É um modelo com muita história, super tradicional e muito famoso na música das décadas de 1920 e 1930.

Temos também o ukulele taitiano. Ele é bem exótico, muitas vezes esculpido em um único pedaço de madeira e sem a tradicional boca (o buraco na caixa de ressonância) na frente. Acredite: a boca fica atrás, encostada na sua barriga. Ele usa cordas de fluorocarbono, com TODAS as cordas da mesma espessura, e entrega um som extremamente percussivo, agudo e brilhante. É o instrumento ideal para tocar aquelas batidas muito rápidas e ritmadas, bem típicas da Polinésia. A afinação é igual à do ukulele tradicional, porém, em oitavas diferentes. Os pares são afinados sempre iguais em G4, C5, E5 e A4 (para dar contexto, o High G é G4, C4, E4 e A4 e o Low G é G3, C4, E4 e A4).

Para a galera que curte um visual rústico e uma pegada diferente, existe o cigar box ukulele. Como o próprio nome diz, a caixa de ressonância dele é feita a partir de uma caixa de charutos (ou construída especificamente para imitar uma). Ele traz toda uma estética artesanal fantástica que remete às raízes do blues e da construção caseira de instrumentos. Normalmente ele tem mais som plugado do que acústico. Quem construiu o meu foi o luthier Wemerson Cruz.

E, claro, não podemos esquecer dos graves pesados do ukulele baixo, mundialmente conhecido como U-Bass (eu gosto de escrever ubass mesmo). Você vai encontrar também como ukebass. Ele tem o tamanho aproximado de um barítono, mas utiliza cordas extremamente grossas (geralmente feitas de poliuretano, que lembra uma borracha, ou cordas com revestimento de metal que, essas sim, são um pouco mais finas). A afinação dele é exatamente a mesma de um baixo elétrico tradicional (Mi, Lá, Ré, Sol). O som que sai desse instrumento pequenininho tem um grave tão profundo e macio que bate de frente com o de um contrabaixo acústico gigante. É de cair o queixo!

Como é muita coisa diferente para apenas imaginar, eu preparei um material visual completo para você não ficar na dúvida. Dá o play no vídeo abaixo para ver bem de perto e ouvir o som de cada um desses modelos da minha coleção!

O Segredo da Afinação: High G (gCEA) e Low G (GCEA)

Falando em afinação, a gente precisa entrar em um assunto muito legal e que gera bastante dúvida na hora de comprar cordas ou configurar o instrumento: a diferença entre High G e Low G.

A afinação tradicional e mais famosa do ukulele é o que chamamos de High G (Sol agudo), que eu costumo escrever como gCEA (com o “g” minúsculo mesmo). Essa afinação possui uma característica muito peculiar que chamamos de afinação reentrante. Quando você compra um ukulele novo, em qualquer lugar do mundo, 99,4% das vezes ele virá com essa afinação.

Mas o que é uma afinação reentrante? Na maioria dos instrumentos de corda (como o violão ou o baixo), as cordas seguem uma ordem linear, ficando mais finas e mais agudas de cima para baixo. No ukulele tradicional com High G, isso não acontece. A quarta corda (aquela que fica mais para cima, perto do seu queixo) é mais fina e tem um som mais agudo do que a terceira e segunda cordas. Essa quebra na ordem lógica de tons é exatamente o que cria aquela sonoridade mágica, saltitante e alegre que a gente logo reconhece como o som clássico do Havaí. A afinação High G no ukulele é a preferida e a mais utilizada por João Tostes, embora ele também tenha composições e arranjos com as afinações Low G e a de barítono (que também é chamada de Low D).

Por outro lado, nós temos a opção do Low G (Sol grave), que eu escrevo como GCEA (com o “G” maiúsculo). Nesse caso, nós utilizamos uma afinação linear.

Na afinação linear com Low G, a lógica volta ao padrão que a maioria das pessoas já conhece. A quarta corda é substituída por uma corda mais grossa (que pode ser de nylon e materiais similares como o fluorocarbono ou revestida de metal), entregando um som mais grave. Assim, as cordas seguem a “escadinha” do grave para o agudo, de cima para baixo. Essa mudança encorpa o som do instrumento, trazendo um peso extra e preenchendo os graves. É uma boa configuração para quem gosta de tocar arranjos de músicas que precisam de uma marcação mais forte na corda grave, como casos no jazz e na própria música brasileira, e também para quem quer fazer bases harmônicas mais cheias.

ATENÇÃO 1: Não dá para usar a mesma corda para fazer os dois sons. A corda que faz o sol agudo (High G) é fina, quase ou idêntica à corda Lá (a 1ª corda do ukulele, que fica mais perto do seu joelho). A corda que faz o sol grave (Low G) é grossa, mais grossa que a 3ª corda (Dó).

ATENÇÃO 2: Para dar uma localização exata das notas do ukulele, vale lembrar que a nota Dó, corda 3 solta do ukulele, é o C4, o mesmo Dó central do piano. A afinação do High G, com a sol aguda, então, é G4, C4, E4 e A4. Já o Low G, com a sol grave, é G3, C4, E4 e A4. No final das contas, chamamos tanto High G quanto Low G de afinação em C (Dó).

ATENÇÃO 3: Embora existam as afinações tradicionais, é possível fazer muitas modificações e, dependendo do local no mundo, as afinações que chamamos de “padrão” podem ser outras. Por exemplo, no Canadá, é normal utilizaram a afinação um tom acima da que usamos aqui, com a corda grave no topo. Então seria um “Low A” – Lá grave, e a afinação ficaria como A3, D4, F#4 e B4. O resultado disso é o que chamamos de afinação em D (Ré). Também é possível encontrar afinação de ukulele tenor em ukulele barítono e afinação de ukulele barítono em ukulele tenor. Em geral, para essas modificações, precisa-se de encordoamentos próprios para solucionar.

IMPORTANTE: Qualquer uma dessas afinações é excelente para a prática de fingerstyle e não há limitações.

Qual das duas é a melhor? As duas são maravilhosas! Cada uma entrega uma experiência sonora completamente diferente. O ideal (e o mais divertido) é, com o tempo, você ter instrumentos configurados com as duas afinações para explorar tudo o que o ukulele tem a oferecer.

Acabamento

O acabamento é um detalhe importante que vai além da estética, pois pode ter relação direta com o seu conforto. Se o acabamento do ukulele tiver imperfeições, principalmente na região do braço e do corpo, a sua experiência pode não ser a melhor possível.

Na possibilidade de uma compra presencial, verifique essas regiões com o objetivo de identificar possíveis falhas, como farpas da madeira que podem machucar sua mão. Fique atento também ao excesso de cola, que pode aparecer em locais como o cavalete e a pestana.

Tamanho das casas

Outro aspecto vital para observar é o tamanho de cada casa (o espaço entre um traste e outro). Num instrumento bem construído, a primeira casa deve ser sempre maior que a segunda, a segunda deve ser maior que a terceira, e assim vai, até a última casa (que precisa ser menor que todas as outras). Se isso estiver errado, a afinação do instrumento estará comprometida. Parece óbvio, mas você não faz ideia do que é possível encontrar no mercado.

As marcas: O que comprar e do que fugir

As Famosas “K Brands”: Os Melhores do Planeta

Você dificilmente vai encontrá-los em lojas aqui no Brasil, mas é importante você conhecer. As melhores e mais desejadas marcas do mundo são fabricadas no Havaí e conhecidas como K Brands (porque todas começam com a letra K). São elas: Kamaka (a marca de ukulele mais antiga do planeta), Kanile’a, Ko’olau e KoAloha.

Os modelos mais baratos dessas marcas custam perto de mil dólares e podem passar dos quinze mil dólares tranquilamente. Elas geralmente utilizam a Koa, madeira endêmica do Havaí e uma das melhores do mundo para a construção de ukuleles.

Dessas gigantes, três produzem segundas linhas fantásticas que são fabricadas fora do Havaí: a Islander (da Kanile’a), a KoAlana (da KoAloha) e o Pono (da Ko’olau). Se for comprar fora do país, pode ir de olhos fechados.

Marcas Confiáveis: Compras Seguras

Agora, falando da nossa realidade e das marcas que costumam ser um porto seguro. A grande campeã que recomendo, e que você acha no Brasil, é a Ohana. Mesmo a linha de entrada deles (como a linha 10: SK-10, CK-10, TK-10) é sensacional, apesar de ser laminada. O segredo deles é o controle de qualidade: os ukuleles saem da China, vão para um galpão nos Estados Unidos onde são verificados um por um, e só o que está perfeito é entregue aos importadores do resto do mundo.

Existem outras marcas gigantes e excelentes nas quais você pode confiar (algumas fáceis de achar aqui, outras só importando). Nomes como aNueNue, Kala, Flight, Romero Creations, Cordoba, Martin, Kai, Enya, entre outras.

Um detalhe sobre a Fender: no passado, eles tiveram problemas sérios com o cavalete. Hoje em dia os ukuleles deles são bem legais e confiáveis, mas se você for comprar um usado, evite modelos fabricados de 2017 para trás.

Compras Razoáveis: A Loteria do Brasil

Aqui entram os ukuleles que a imensa maioria das pessoas compra no nosso país. Muitos dão sorte e pegam instrumentos ótimos, mas aparecem relatos de problemas vez ou outra. É uma loteria, mas com grandes chances de você ganhar.

A APC (fabricada em Portugal e encontrada via importação) é muito legal e tem uma sonoridade maravilhosa, embora alguns acabamentos sejam um pouco rústicos. Além dela, temos opções populares como: Akahai, Benson, Caramel, Harmonics, Ibanez, Kalani, Lanikai, Luna, Makala, Rozini, Seizi, Strinberg e Tagima.

Dica: testou, o som agradou, a afinação bateu legal? Leve para casa e seja feliz.

Compras Arriscadas

Assim como temos os bons, existem marcas que prefiro não recomendar para ninguém, pois são verdadeiros “desanimadores” de músicos.

  • Shelby e Mahalo: Lá por 2017 eu até recomendava a Shelby como uma opção legal de entrada. Eles nadaram de braçada no mercado. O problema é que o controle despencou. O instrumento que eles entregam hoje não tem mais a mesma qualidade daquela época. É loteria pesada, portanto, minha recomendação é que você evite.

  • Giannini: Marca histórica nos violões, mas no ukulele a situação é bem diferente. O acabamento pode até encher os olhos, mas a sonoridade deixa a desejar e frequentemente pecam na entonação.

  • Epiphone (Formato Les Paul): Visualmente é um charme. Para plugar e colocar efeito, funciona. Mas o som acústico dele é terrível, sendo uma reclamação generalizada no mundo todo.

  • FSA: Também acumula ressalvas recorrentes na nossa comunidade. Depois do primeiro lote, desapareceu.

  • Makanu: Uma das piores experiências dos últimos 15 anos em matéria de ukulele. Sai que é fria!

 

Qual Tamanho Escolher? (Soprano, Concert ou Tenor?)

Se você está na dúvida, a melhor coisa é ir a uma loja física testar. O ukulele precisa vestir bem no seu corpo. Preste atenção neste macete: a metade da distância das cordas (da pestana até o rastilho) fica exatamente na casa 12. E adivinha? É nessa região que tiramos o som mais doce do ukulele!

Quando você descansa o braço direito confortavelmente sobre o instrumento, sua mão deve cair naturalmente perto da casa 12 a 14.

  • No meu caso (tenho 1,78m e mãos de tamanho normal), a mão direita cai exatamente nesse “ponto doce” usando um Tenor;

  • Se você tem menos de 12 anos, o Soprano vai se adaptar muito bem a você;

  • É adolescente ou adulto e não sabe qual escolher? Vá no Concert. É o caminho mais seguro e a chance de acerto é enorme;

  • Tem os dedos mais largos, é alto ou adora tocar fingerstyle explorando as casas mais agudas? Vá direto para o Tenor, pois ele tem os trastes mais espaçados;

  • Assista, no vídeo a seguir, alguns detalhes e conheça o som dos três modelos básicos.

 

 

Dê o próximo passo

Não existe regra absoluta e toda exceção é bem-vinda. Seguindo essas dicas, você começa a entrar bem nesse mundo do ukulele. A jornada com o ukulele é para ser prazerosa, relaxante e feliz.

Não comece com um instrumento ruim. Invista em um ukulele decente, preste atenção no tamanho adequado para o seu corpo e divirta-se!

A propósito, que delícia ler um texto inteiro sabendo que foi um humano que escreveu, heim?

E se você quer aprender a tocar ukulele num curso de ukulele completo para todos os níveis, tem à sua disposição o Curso de Ukulele com João Tostes, pesquisador e artista do ukulele.

Um grande abraço e aloha!

 

Sobre o autor

João Tostes

João Tostes (Barbacena - MG, 9 de julho de 1983) é um músico brasileiro, ukulelista virtuoso, compositor, arranjador, educador musical e pesquisador, criador e responsável pelo Toca Ukulele, com consolidada carreira artística nacional e internacional, considerado um dos precursores do ukulele no Brasil.

Formado pela Bituca - Universidade de Música Popular, é certificado como instrutor de ukulele pelo programa James Hill Ukulele Initiative, no Canadá.

Em 2018, lançou naturæ, considerado o primeiro álbum instrumental brasileiro dedicado exclusivamente ao ukulele. Tostes também fundou o Festival Brasileiro de Ukulele.

Além de sua carreira como intérprete e compositor, Tostes dedica-se à educação musical por meio do projeto online Toca Ukulele. Sua discografia inclui álbuns como o naturæ, (2018) Live in Italy (2019), Live Ukulele Here, There & Everywhere (2020) e Ukulele Harmonies Live in Niterói (2024).

Internacionalmente, participou de eventos como o Czech Ukulele Festival (República Tcheca), Aquila Ukulele Festival (Itália), Soul International Aloha Ukulele Festival (Coreia do Sul) e Ukulele Festival Hawaii (Estados Unidos).

Em 2023, apresentou pesquisa sobre ensino coletivo de ukulele na Second Ukulele International Conference, na Itália.

É fundador e Maestro da Orquestra Multicor (presencial em Barbacena) e Orquestra Toca Ukulele (online para alunos).

Atua também como jurado e parecerista em editais culturais, sendo referência na educação musical e na promoção da inclusão por meio da arte. Sua obra e atuação são citadas em livros internacionais e reconhecidas por nomes como Nelson Faria, Ian Guest, Mozart Mello e Aquiles Reis.